Expressão Plástica

Uma palavra para descrever o programa APCCCultura? Está neste texto sobre um espetáculo da Companhia Olga Roriz…

É virtualmente impossível resumir o programa APCCCultura numa palavra, mas se tivéssemos mesmo de o fazer, escolheríamos provavelmente ‘viver’… Vejamos o exemplo da última iniciativa, que incluiu assistir à peça “A Meio da Noite”, da Companhia Olga Roriz, no Centro de Artes de Águeda, e que deixou um grupo de 13 utentes da APCC algures entre o «choque» (daquele tipo bom) e a vontade enorme de repetir a experiência.

É preciso notar que se tratou uma espécie de noite de estreia: muitos nunca tinham assistido a um espetáculo de dança nem tinham sequer uma ideia clara do que é a dança contemporânea. Talvez por isso, durante aquela hora e meia, os olhos fixaram-se completamente no palco, como forma de absorver tudo o que estava a acontecer e de processar toda a experiência.

E é p...

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APCCCultura: ‘viagem’ parou desta vez em Serralves e na Casa da Música

O programa APCCCultura é uma viagem: por pontos de interesse cultural e social de todo o país, mas também pelas relações que os utentes da APCC nele envolvidos estabelecem com o mundo que os rodeia, uns com os outros e, até, consigo mesmos, numa perspetiva de crescimento e enriquecimento pessoal. E, no passado fim de semana, essa viagem fez uma paragem em Serralves e na Casa da Música.

No Museu, os olhos percorreram as obras das exposições “Joan Miró e a Morte da Pintura” (centrada na produção do mestre catalão em 1973, período em que colocou a pintura à prova, numa tentativa de renovar os seus recursos e procedimento), “Tacita Dean” (dedicado ao trabalho daquela reconhecida artista visual e que projeta o filme “Boots”, filmado na Casa de Serralves, com o seu novo e ambicioso projeto “Antigone”) e “Joana Vasconcelos – I’m Your Mirror” (que reúne mais de 30 peças da artista portuguesa, cobrindo duas décadas e analisando o seu desenvolvimento como artista).

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De Picasso a Paula Rego: utentes da APCC visitaram o Museu Berardo

Pablo Picasso, Salvador Dalí, Marcel Duchamp, Piet Mondrian, Joan Miró, Francis Bacon, Andy Warhol, Donald Judd, Bruce Nauman, Cindy Shermann, Vasco Araújo, José Pedro Croft, Leng Guangmin, Tao Hui, Cheng Ran, Joana Vasconcelos, John Akomfrah, Marina Abramović & Ulay, Chantal Akerman, Pilar Albarracín, Albuquerque Mendes, Helena Almeida, Omar Ba, Mohamed Ben Slama, Marc Chagall, Daphné Chevallereau, Jan De Maesschalck, Alex Katz, Raymond Pettibon e Paula Rego.

Dedicámos o primeiro parágrafo a enumerar simplesmente alguns dos artistas cujas obras um grupo de utentes da APCC pôde apreciar no passado fim de semana, no Museu Coleção Berardo, só para dar uma ideia da importância deste tipo de programas no crescimento cultural, social e pessoal daqueles que neles participam. Assim foi mais uma vez, numa visita em que foi possível conhecer as exposições “Coleção Berardo (1900–1960)”, “Saudade, China & Portugal – Arte Contemporânea”, “John Akomfrah. Purple” e “Quel Amour!?”.

O deambular e...

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APCCCultura em 2018: balanço de (mais) um ano de promoção da cultura e da participação

Com o programa APCCCultura, a APCC procura corresponder às necessidades culturais e sociais dos utentes das várias respostas sociais da instituição. Trata-se, portanto, de organizar e desenvolver um conjunto diversificado de ações – que podem ir de assistir a um espetáculo de teatro a um simples momento de lazer partilhado entre amigos – que permitam aos participantes a participação ativa na comunidade.

Em 2018, os quilómetros percorridos voltaram a ser muitos: houve atividades em Coimbra (participando em alguns dos mais importantes eventos locais, como a Queima das Fitas e a Feira Popular, mas também com momentos de convívio em diversos espaços), na região Centro (com um verão marcado pelas idas às praias de Mira, Tocha e Cova Gala), na Lourinhã (para ver os ‘dinossauros’ do Dino Parque), em Lisboa (para conhecer o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia), em Vila Nova de Cerveira (para participar no Campus Artístico da APPC) e no Porto (para visitar Serralves e assistir à peça de teatro “Macbeth – O Poder do Papel Higiénico”).

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“Sinto Flores…”: já pode ver e comprar a nova coleção de desenhos do Departamento de Expressão Plástica

«Primeiro há o traço descontrolado dos lápis, as cores são misturadas com todos os músculos do corpo, exercício árduo de luz e exaltação. Aprofunda-se o olhar para o esboço das flores, pétala a pétala, sépalas abertas em verde orvalhado, pólen em pó, sombras com contornos de sol e de mel.

A partir do vazio, as formas se formam para dar mais espaço à realidade. Este é a marca predominante onde se evidência a singularidade de cada trabalho. As assinaturas são bem explícitas, seja pelo braço retorcido, pelo pescoço mais alongado, pela concentração que salta de esquecimento em esquecimento sem nunca se pôr em fuga, pelo pé que aperta a noite entre os dedos, pela dor levada em ombros sem se deixar vencer, pelo esforço que inventa a força, pela plenitude que se concretiza e se faz alma, inspiração e fundamento».

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