Teatro

Projeto Estúdio e Sala T estiveram na Feira Cultural de Coimbra à procura de quem se atrevesse a ser inutilista

Quantas vezes já pôde falar abertamente com um estranho sobre algo que lhe é importante, sem precisar de se preocupar com juízos de valor ou consequências futuras? Foi essa oportunidade que os dois grupos de teatro da APCC deram aos visitantes da Feira Cultural de Coimbra, numa performance que foi à procura e ao encontro de histórias comprovadamente inúteis, fossem elas segredos bem guardados, opiniões firmes ou dúvidas existenciais.

Em troca, os utentes da instituição que integram os coletivos Projeto Estúdio e Sala T – e as professoras de teatro Adriana Campos e Mariana Nunes – pediam apenas para serem também eles escutados. Para partilhar tinham os mais importantes estudos inutilistas, devidamente enquadrados pela legislação que define o inútil como o elemento transparente capaz de engrandecer a alma e enrubescer as maçãs do rosto e determina que ele deve ocupar 25% das horas do dia.

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Afonso Cruz esteve na APCC para conhecer quem criou na realidade loja que ele inventou na ficção

“Os livros acabam por encontrar os seus leitores”, afirmou Afonso Cruz numa iniciativa realizada na passada sexta-feira, na Quinta da Conraria, em que também ele pôde encontrar quem o lê, mas igualmente quem levou à prática as suas palavras escritas no livro “Vamos Comprar um Poeta”. E se, como frisou o autor, tudo o que existe à nossa volta já foi objeto de ficção, talvez nem o próprio tivesse imaginado algo como o que foi concretizado por uma professora de teatro e um grupo de utentes da APCC.

Durante quase uma semana – entre 22 e 25 de maio –Adriana Campos e os membros do coletivo Projeto Estúdio abriram e dinamizaram uma loja, bem no coração da Baixa de Coimbra, e desafiaram a cidade, desde os habitantes a outros comerciantes e até a turistas, a descobrir se ainda havia poesia dentro de si.

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Loja de Vender Poetas faz da Baixa de Coimbra a capital da poesia

A primeira coisa que é preciso fazer é guardar o tempo. Afinal, como podemos descobrir a poesia dentro de nós mesmos se não pararmos de correr ou se não suspendermos momentaneamente as regras de uma realidade que, pelo menos às vezes, parece demasiado parecida com a da sociedade materialista do livro “Vamos Comprar um Poeta”.

Esta é a única regra a obedecer para entrar na Loja de Vender Poetas, que ontem abriu as suas portas na Rua Visconde da Luz nº 23-25, na Baixa de Coimbra. Inspirados por aquela obra de Afonso Cruz, a professora de teatro Adriana Campos e utentes da APCC, membros do grupo de teatro Projeto Estúdio, propõem uma viagem em que cada ‘cliente’ se cruza com o poeta de trazer por casa e se converte num poeta por um dia que cria ali mesmo o seu primeiro poema.

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Há uma nova loja na Baixa de Coimbra e vai vender só os melhores poetas

Esta semana, entre 22 e 25 de maio, vai abrir uma loja nova na Baixa de Coimbra: uma loja temporária que vai vender poetas. Naqueles quatro dias, todas as manhãs entre as 10H00 e as 12H00, este estabelecimento vai estar de portas abertas para desafiar quem entrar a descobrir se há poesia dentro de si.

A Loja de Vender Poetas vai funcionar na Rua Visconde da Luz nº 23-25 e aos seus clientes serão proporcionadas experiências como escutar poemas, ‘criar’ o seu próprio poeta ou inventar uma história. No final, serão recompensados com uma lembrança que lhes permitirá recordar esta experiência e levar poesia consigo.

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Como utentes da APCC ajudaram a fazer nascer um espetáculo de teatro que já está a percorrer escolas e bibliotecas

Não foi a primeira vez que os atores do coletivo Sala T, constituído por utentes da APCC, se encarregaram da produção de adereços para um espetáculo, pois já anteriormente haviam assumido essa responsabilidade para apresentações em nome próprio. Mas, desta vez, tratou-se de algo diferente: a atriz e encenadora Adriana Campos, que é também responsável por outro grupo de teatro na instituição (Projeto Estúdio), estava a preparar um espetáculo para levar a escolas e biblioteca e precisava de algo especial.

Surgiu então a ideia de colaborarem e fazerem nascer em conjunto “Vamos Comprar um Poeta” e foi assim que livros, caixas e frascos cheios de palavras bonitas e importantes começaram a ser feitos nas aulas da professora Mariana Nunes, encenadora do Sala T. Foi também uma forma prática de demonstrar que o teatro é uma arte total, por poder aliar-se a artes como a música e a dança, mas também às artes plásticas.

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