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Teatro

Os membros do Sala T já viram as suas histórias nas montras da Baixa (onde o teatro da APCC vai estar “Fora de Sítio” até 15 de março)

“Mim”, um álbum de histórias em forma de espetáculo criado pelo grupo de teatro Sala T, teve a sua estreia online em dezembro de 2020, transformando em encontro virtual a ideia inicial pré-pandemia de um encontro real com o público na Quinta da Conraria. Agora, esse propósito começou a concretizar-se de uma forma alternativa, em “Fora de Nós”, a primeira fase da iniciativa “Fora de Sítio”, que durante um mês vai levar o teatro e as artes plásticas da APCC à Baixa de Coimbra.

Assim, na passada sexta-feira, os elementos do Sala T – um dos dois grupos de teatro da Associação – percorreram a Rua Ferreira Borges, Praça do Comércio, Rua Visconde da Luz, Rua da Louça, Praça 8 de Maio e Rua da Sofia, num percurso que todos os visitantes da Baixa poderão cumprir nos próximos dias, para observar as diversas montras onde se encontram expostos objetos cenográficos de “Mim”: pequenas caixas que guardam objetos que contam as suas histórias de vida – o espetáculo foi parte do projeto “O Museu de Nós!”, onde se assumiu a visão da Quinta da Conraria enquanto casa que guarda as histórias da APCC.

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Durante um mês, a APCC e a APBC vão inundar de arte as montras da Baixa de Coimbra

“Fora de Sítio” é o nome de uma exposição, que na verdade são duas, que vai levar o teatro e as artes plásticas à Baixa de Coimbra até ao final do mês de março. A iniciativa é da APCC, com o apoio da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), e vai transformar as montras de cerca de três dezenas de espaços comerciais em pequenas galerias temporárias.

A primeira fase, de 4 a 15 de março, tem a designação “Fora de Nós” e será uma digressão virtual do espetáculo “Mim”, parte do projeto “ O Museu de Nós!”, que conta as histórias da vida dos membros do coletivo Sala T, um dos dois grupos de teatro da Associação. Serão exibidos um conjunto de objetos cenográficos construídos nesse âmbito, pequenas caixas que guardam objetos vários que ajudam a revelar aquelas narrativas e que serão acompanhadas de vários códigos QR, que permitirão assistir online ao próprio espetáculo.

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Sala do Teatro tem um novo projeto artístico em que o corpo (também) é um meio – e que irá surpreender

Chama-se “O Grande Observador” e é o novo projeto artístico que está a nascer na Sala do Teatro do CACI – Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão da APCC. Após um largo período de distanciamento em que a observação aconteceu através da janela de casa, pretende assumidamente extrapolar, ou seja, observar para além do visível e, através da arte, criar uma linguagem e diversos objetos artísticos que possam mobilizar processos mentais, sociais e emocionais intimamente associados memória, à representatividade e à construção identitária.

O trabalho já começou e está dividido em dois grandes blocos, que decorrerão em simultâneo. As propostas do bloco ‘Corpo’ estão relacionadas com a perceção do corpo no espaço, com a representação do corpo como um todo (constituído por diferentes partes) e com a relação de todas estas chaves no contacto com outros corpos. No bloco ‘Meio’, lança-se o desafio de observar o mundo com os olhos da criatividade e da imaginação e de documentar as coisas que, à nossa volta e em qualquer momento, podem ser consideradas interessantes.

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Há uma viagem-espetáculo a ser criada em Coimbra e a APCC faz parte dela

Nascido da iniciativa do coletivo Há Baixa, “Imenso” é uma viagem-espetáculo, a estrear em abril de 2022, em Coimbra, que toma a cadeira de rodas e a cadeira como objetos simbólicos para desenvolver a atenção sobre quem não pode sair de uma cadeira e quem a usa como lugar do dizer artístico. Convidada a APCC a aliar-se a esta produção, que pretende lembrar que a deficiência é também um lugar de poder, de desejo e de comunicação de uma condição que deve deixar a sua invisibilidade e indiferença, a resposta só podia ter sido positiva.

Assim, a instituição está representada no elenco do espetáculo, através de utentes de diferentes áreas no domínio das artes, nomeadamente música, teatro e artes plásticas. Os ensaios tiveram início no passado domingo, no Convento São Francisco, naquilo que foi o início de um processo de criação que decorrerá ao longo de vários meses, com sessões curtas previstas para os próximos meses de dezembro e janeiro, bem como uma outra mais longa, de uma semana, no mês da estreia.

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Primeiro foi a estreia online, mas agora o álbum de histórias do espetáculo “Mim” está a ser aberto para os utentes da APCC

Foi em dezembro do ano passado que “Mim”, um álbum de histórias em forma de espetáculo, se deu a conhecer. Apesar de isso ter acontecido em formato online, dadas as contingências do tempo que então se vivia, esta criação do coletivo Sala T (um dos dois grupos de teatro da APCC) foi desde o início pensada para ser apresentada ao público. E foi isso que, ontem, pôde finalmente acontecer pela primeira vez, com o elenco e a professora de teatro Mariana Nunes a convidarem para a Sala do Teatro da Quinta da Conraria um grupo de utentes da Associação.

Ao vivo e tão perto dos protagonistas quanto possível, viram serem abertas as portas dos armários daquele espaço e revelados todos os objetos e histórias – pessoais e sobre a instituição – que neles se guardam. São histórias de pessoas que todos ali conhecem e até alguns dos episódios dramatizados seriam reconhecíveis, mas as formas de contar trouxeram novas cores (e sons!) que a plateia absorveu com toda a atenção.

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