Cinco ‘representantes’ da APCC em curso europeu para promover combate aos estereótipos

161207_apcc_breakingstereotypes_thumbCriar uma comunidade continuamente empenhada no combate aos estereótipos. Foi este o principal objetivo do projeto “Breaking Stereotypes”, que durante uma semana juntou 30 jovens de seis países europeus em Budapeste e no qual a APCC não poderia deixar de se fazer representar.

Para a Hungria viajaram quatro jovens ligados à Associação (Diogo Sacramento, Miguel Moço, Rui Pata e Susana Matias) e a professora de expressão plástica Suzete Azevedo. Participaram num conjunto de atividades relacionadas com os temas da deficiência, com o intuito final de adquirir capacidades que lhes permitam tornar as suas necessidades reais percetíveis para as comunidades em que se inserem, nomeadamente organizando as suas próprias iniciativas. Foram abordados temas como o autoconhecimento, a pró-atividade, a independência ou o voluntariado.

Já regressado a Portugal, Diogo faz um balanço muito positivo da experiência: «Gostei bastante do ambiente de partilha e de fazer novas amizades. Aprendi com as histórias de cada pessoa sobre as barreiras que enfrenta no dia-a-dia e que não é preciso falar a mesma língua para perceber quando se pode ajudar os outros. Gostei de ter ido e repetia!»

Suzete Azevedo, por seu lado, explica que, enquanto profissional, o principal ganho de fazer este curso foi a possibilidade de «adquirir e pensar em estratégias para lidar especificamente com cada deficiência». Destaca ainda a oportunidade que a iniciativa representou de fazer os utentes da APCC deixarem as suas zonas de conforto e olharem de outra forma para o seu quotidiano, além da discussão que foi possível realizar em torno do tema das escolas inclusivas.

O curso “Breaking Stereotypes” decorreu entre os dias 17 e 25 de novembro e envolveu participantes de seis países europeus: Portugal, Hungria, Bélgica, Itália, Polónia e Roménia. Foi organizado pela associação húngara EgyüttHató Egyesület, com financiamento do Erasmus +.

É, de resto, também no âmbito deste programa europeu que a APCC desenvolve projetos como o “Holding Hands With Other Abilities”, que trouxe já até à instituição mais de três dezenas de voluntários entre os 17 e os 30 anos, ou o “REVADIS”, que pretende melhorar a oferta na área do reconhecimento profissional das competências adquiridas por pessoas com deficiência.

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