Uma surpresa para as mães (e não só) com um inigualável aroma a amor e carinho

Tivemos de guardar segredo – porque sabe sempre melhor dar ou receber uma prenda quando ela é também uma surpresa – mas agora já podemos contar como tudo se passou… Começou com uma dúvida entre os utentes que frequentam a área de Tecelagem de Almalaguês (uma das respostas do Centro de Atividades Ocupacionais da APCC) com o aproximar do Dia da Mãe: o que fazer para assinalar a data? Foi então que alguém teve uma excelente ideia!…

No setor de EcoAromas, realizam-se sessões de produção de sabonetes de glicerina, com componentes naturais, que podem ser fantásticos ‘miminhos’ para as mães ou outras pessoas significativas da nossa vida. E foi por isso que, ao longo das últimas semanas, vários grupos de utentes experimentaram estes ateliês, para garantir que tudo ficava pronto a tempo do importante dia que ontem se celebrou.

Sob a orientação de duas verdadeiras especialistas – a engenheira agrónoma Margarida Domingues e a psicóloga Raquel Constantino – ganharam forma corações, flores e borboletas com aromas inesquecíveis: de morango, de banana e de todo o carinho com que foram feitos. O processo foi cumprido, do primeiro ao último passo (que o mesmo é dizer, do corte da glicerina ao embalamento), por cada um dos utentes envolvidos, e assim todos chegaram ao fim com uma oferta de valor verdadeiramente incalculável.

Os sabonetes de glicerina produzidos no EcoAromas – que está integrado na área da Agricultura Social da APCC – têm uma componente o mais natural possível, juntando à base pré-feita ervas aromáticas, como a lúcia-lima ou a hortelã-menta, por exemplo. Além dos benefícios da sua utilização, como manterem a humidade natural da pele ou combaterem o acne, têm outra característica importante: são o resultado de um processo inclusivo, com a participação de utentes de diferentes respostas da Associação.

A Agricultura Social recebe alunos da área ocupacional da APCC – escolhidos de acordo com as suas aptidões e interesse pela agricultura – e estudantes externos, apoiados pelo Centro de Recursos para Inclusão da instituição. As atividades desenvolvidas têm objetivos meramente agrícolas (produzir alimentos saudáveis, promover boas práticas agrícolas e ambientais) e outros de âmbito social (promover a inclusão, incentivar a autodeterminação).