A “Estranha História em Círculo” já teve a sua estreia, mas é um círculo aberto…

«A Valentina é uma boneca estranha. Mas quem não é estranho?» Este foi o mote para um caminho percorrido em conjunto pelos membros do Sala T (um dos grupos de teatro da APCC) e pela Turma D da EB1 de São Bartolomeu, ao longo do ano letivo 2018/2019. Mas talvez caminho não seja a palavra certa… a menos que um caminho possa ser feito em círculo…

Mas vamos começar pelo fim que o não será. Ontem, no Pavilhão da Palmeira, teve lugar a estreia de “Estranha História em Círculo”, o exercício final do projeto de intervenção artística “Valentinas”. Em cena, utentes da Associação e alunos do 4º ano do ensino básico interpretaram uma história, por eles criada, em que uma boneca de pano com as suas particularidades (como qualquer pessoa) foi protagonista e ponto de partida para a descoberta.

Perante pais e outros familiares, encarregados de educação, professores, auxiliares e mais amigos, interpretaram-se a eles próprios e, de certa maneira, ao processo que os levou a conhecerem-se uns aos outros e a eles mesmos. A estranharem-se e depois a desestranharem-se. «Transformaram dois círculos em um e olharam-se de igual para igual», como se pode ler na apresentação deste exercício final.

Os membros do Sala T e os alunos da Turma D voltarão a apresentar “Estranha História em Círculo” na próxima semana, desta vez para a comunidade da APCC, em duas sessões que terão lugar na Quinta da Conraria. E seria imperdoável não os nomear: Afonso Araújo, Alexandra Oliveira, Alexandre Cortez, Beatriz Gaspar, Bianca Dias, Carolina Oliveira, Cristina Peça, Dadiva Geraldes, Daniel Araújo, Davnett Kauer, Duarte Fachada, Duarte Mendes, Fernando Oliveira, Gabriel Duarte, Joana Mateus, João Cação, João Vaz, Jorge Gonçalves, Leonardo Fonseca, Liliana Neto, Luis Santos, Mariana Amado, Mariana Mendes, Martim Nogueira, Micaela Pires, Paulo Jesus, Prabesh Lamichane, Raquel Miranda, Ricardo Monteiro, Romeu Lourenço, Samuel Gonçalves, Tatiana Mendes, Tiago Lopes, Tomás Oliveira, Vasco Sequeira e Yevheniia Panzhr.

Como seria imperdoável não nomear a professora de teatro da APCC Mariana Nunes, encenadora do Sala T e responsável pela criação, conceção e implementação deste projeto, e a professora da EB1 São Bartolomeu Maria José Pereira, indispensável na mediação, facilitação e apoio à criação.

E depois disto, quem sabe o que virá?… O futuro é, afinal, um círculo aberto. É que esta boneca valente que é a Valentina, já esteve fechada numa caixa que se transformava em teatro de marionetas, já andou por aí a recolher histórias e a procurar novos amigos: o projeto “Valentinas” está a ser desenvolvido pelo grupo de teatro Sala T desde 2017, tendo como mote e convites à reflexão conceitos como a autodeterminação e a autonomia, entre outros. É mais uma iniciativa deste coletivo que, entre outros projetos, já levou à cena três espetáculos: “Manual de Instruções”, “Metamorfose” e “RIMROD”.

O desenvolvimento de atividades ligadas ao campo artístico é uma parte importante da ação da APCC enquanto instituição que fomenta a inclusão social. Além da expressão dramática (com aulas e dois grupos de teatro ativos), os utentes da Associação participam diariamente em ações nas áreas da expressão plástica e expressão musical, tanto internas como externas. Pode saber mais na página do Centro de Atividades Ocupacionais.