Dia Nacional da Paralisia Cerebral: A paralisia cerebral não é uma doença. O preconceito, sim.

O Dia Nacional da Paralisia Cerebral assinala-se a 20 de outubro e a APCC tem uma mensagem sobre a qual quer pôr a sociedade a pensar: ‘A paralisia cerebral não é uma doença. O preconceito, sim’. É esta interpelação que, desde hoje, se encontra em vários pontos da cidade de Coimbra, numa campanha que – aproveitando a proximidade daquela data e do Dia Mundial da Paralisia Cerebral (6 de outubro) – pretende colocar em destaque conceitos tão importantes como a inclusão, a autodeterminação e a não discriminação.

A Madalena e a Leonor, duas jovens utentes da APCC, estão em destaque nos dois cartazes que integram esta ação (que conta com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra), cada um transmitindo uma ideia forte sobre a rejeição das várias formas do preconceito. Num deles, representa-se o ‘apontar a dedo’ com que tantas vezes são confrontadas as pessoas com deficiência. No outro, mostra-se como o preconceito e a paralisia cerebral não são peças do mesmo puzzle e que, por isso mesmo, nunca poderão encaixar.

O preconceito e a discriminação são, ainda hoje, obstáculos muitas vezes colocados às pessoas com deficiência, concretizando-se em falta de oportunidades no mercado de trabalho, dificuldades no acesso à educação ou limitações à liberdade de movimento e participação social, por exemplo. De acordo com um relatório apresentado no final de 2017, a deficiência é o segundo motivo mais apontado para a discriminação em Portugal.

A intervenção na comunidade, sensibilizando a sociedade para a questão da deficiência e interagindo com parceiros para operar a mudança, é uma das vertentes da atividade da APCC. Dela faz parte ainda o trabalho direto com mais de 3000 utentes, em respostas como a reabilitação, a formação, as atividades ocupacionais, o acompanhamento, o jardim de infância e a escola básica (pertencente ao Agrupamento de Escolas Coimbra Sul), as residências, o apoio domiciliário ou os transportes, em áreas como o desporto, a música, o teatro ou a expressão plástica, e em serviços abertos à comunidade, como a Quinta Pedagógica e a Quinta Biológica, a Ludoteca, a Oficina do Brinquedo ou a Bocciateca.

A paralisia cerebral refere-se a um grupo de desordens no desenvolvimento, que afetam o controlo dos movimentos, a postura e o equilíbrio. É resultado de uma lesão – que é permanente, mas não agrava nem progride – aquando do desenvolvimento do sistema nervoso central. É o problema de desenvolvimento mais comum na infância, afetando aproximadamente 2 em cada 1000 crianças. A paralisia cerebral não é um défice intelectual nem impede uma inteligência ‘normal’ ou até acima da média, podendo, no entanto, ter associado um atraso desse nível dependendo da localização e extensão da lesão no cérebro. Pode saber mais em www.apc-coimbra.org.pt/?page_id=65.

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