E depois dos 21? APCC levou experiência na área da deficiência a debate sobre intervenção do Serviço Social

A proteção da criança e bem-estar foi o foco central da mais recente edição do Ciclo de Debates em Serviço Social, organizado na passada semana pelo Doutoramento em Serviço Social do ISCTE-IUL, que teve entre os participantes convidados a APCC. Com o tema “Investimento na proteção da criança até aos 21 anos, e depois?” a servir de mote, coube à assistente social Graça Gonçalves abordar o modelo de trabalho da instituição.

Numa mesa redonda em que também estiveram representantes da Fundação COI, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e da Crescer Ser, houve oportunidade para detalhar a experiência da APCC na área da deficiência, trabalhando de forma direta com os utentes e respetivas famílias. Em particular, foram abordados os diversos percursos proporcionados pelas respostas sociais da Associação nos escalões etários em análise, nomeadamente nas atividades ocupacionais, na reabilitação social ou na formação profissional.

Tratou-se de uma tarde de intensa partilha e reflexão, cruzando o conhecimento da academia com a prática concreta do quotidiano (no caso da APCC, há mais de 40 anos), numa troca de informações e abordagens que se revelou proveitosa tanto para a assistência, como para cada um dos intervenientes. O Ciclo de Debates em Serviço Social juntou técnicos de diversas organizações e oradores nacionais e internacionais.

A APCC e a área de investigação e ensino em Serviço Social do ISCTE-IUL colaboraram, entre 2016 e 2019, no Projeto LIFE, que procurava abordagens inovadoras no desenvolvimento de uma melhor qualidade de serviços para famílias em situações complexas e de múltiplas dificuldades. O projeto envolvia ainda, como parceiros, o Centro de I&D do Município de Linköping (Suécia), a NTNU – Universidade de Ciência e Tecnologia de Trondheim (Noruega), a Universidade de Liubliana (Eslovénia) e o Município de Cervia (Itália).