APCCCultura foi desta vez ao teatro no Porto, mas foi como estar em casa

Desta feita, o programa APCCCultura – que proporciona um maior envolvimento e conhecimento dos mundos da arte e da cultura, mas também do lazer – ficou quase em família… Porque se os utentes da APCC ocuparam o seu lugar no público, em cima do palco estavam os elementos do grupo Era Uma Vez… Teatro, na estreia da peça “Feitas de Ferro, Desenhadas a Carvão”, que teve lugar no passado sábado, no Porto.

As ligações entre a APCC e aquele coletivo teatral, da Associação do Porto de Paralisia Cerebral, são fortes e marcadas por afinidades pessoais e artísticas praticamente impossíveis de explicar por escrito. Já partilharam conhecimentos e visões, já aprenderam em conjunto, já foram parceiros criativos, já estiveram juntos em cena. Ainda recentemente, no âmbito do projeto “Cru – O Corpo (im)Perfeito”, se encontraram no ateliê “O corpo, os outros e nós mesmos”.

O papel assumido pelos utentes da APCC foi, por uma vez, meramente o de admiradores e apaixonados pelo teatro e pelo trabalho do grupo portuense, que, no seu novo espetáculo, reflete (sobre) o silêncio de muitas mulheres que sofrem as atrocidades de uma sociedade ainda demasiadamente machista. E os aplausos sentidos foram para essas mulheres, para o Era Uma Vez… Teatro e para Regina Graça, colega de sala de aula no Departamento de Expressão Plástica e uma das autoras dos textos da peça.

A oportunidade para assistir a “Feitas de Ferro, Desenhadas a Carvão” foi mais uma das muitas proporcionadas pelo programa APCCCultura, que, com o objetivo genérico de contribuir para aumentar a qualidade de vida, promove o acesso à cultura e uma consciencialização sobre as ideias de igualdade e dignidade, contribuindo para a construção de uma estrutura de conhecimento que tenha em conta as áreas de interesse de cada utente.

O desenvolvimento de atividades ligadas à arte é uma parte fundamental da ação da APCC enquanto promotora da inclusão social. No Departamento de Expressão Plástica, em particular, coloca-se em prática uma visão da arte não como uma “fábrica de artistas”, mas antes como um veículo para despertar a criatividade e a imaginação. Pode saber mais em www.apc-coimbra.org.pt/?page_id=528.