Utentes da APCC puseram as orelhas à escuta e assim ‘nasceu’ mais uma exposição da Sala O2

A orelha do Vítor. A orelha da Sandra. A orelha do Nuno. A do Marco, a da Milú e a do Titó. A do Jorge, a do André, a da Rita, a do Luís e as de mais uma dezena de utentes da Sala O2 do Centro de Atividades Ocupacionais da APCC. São, assim, vinte esculturas de outros tantos autores, que vão ficar patentes até ao dia 31 de outubro, na Quinta da Conraria. São o resultado de um exercício em que se deram ouvidos a diversas inspirações para criar a coleção “Vais Ficar Sob Escuta na Sala O2”.

Na inauguração, que teve lugar ontem, os criadores das peças em exibição e António Valente, professor de Expressão Plástica na instituição, revelaram pela primeira vez este conjunto de esculturas em gesso, tiradas em molde de silicone, forradas com cola e guardanapos com várias texturas, com acabamento em verniz craquelê que lhes dá um efeito de cerâmica.

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Já arrancou projeto que junta APCC e parceiros de Bélgica e França no objetivo de promover o acesso à cultura (em particular, a música) para todos

Quando, há pouco mais de um ano, se fez o balanço final do projeto europeu “Change ton Regard” – que juntou a APCC, a Nos Pilifs (Bélgica) e o Collectif T’Cap (França) em torno do objetivo de alterar as representações sociais sobre a deficiência – todos os parceiros concordaram na necessidade de aprofundar as reflexões então feitas. Foi neste contexto que surgiu outro projeto, denominado “Change 2 Regard”, que teve na passada semana o seu arranque, em Nantes (França).

Juntando técnicos daquelas mesmas instituições (embora esta nova iniciativa venha a contar também com a participação da organização canadiana RIPPH – Réseau International sur le Processus de Production du Handicap, do Conservatório de Música de Coimbra e da Casa da Música), esta primeira reunião de trabalho permitiu programar o trabalho a realizar e determinar os passos mais próximos.

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Alterações climáticas levaram a grande troca de ideias numa apresentação ClimAgir para os formandos da APCC

A primeira vez que recebemos uma sessão ClimAgir na APCC foi em julho, durante as Férias de Verão na Quinta ’19. Achámos tão importante a mensagem, que na passada sexta-feira a Quinta da Conraria voltou a receber uma apresentação daquela iniciativa da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, que pretende sensibilizar para as consequências das alterações climáticas nesta Região e, ao mesmo tempo, fomentar a floresta autóctone.

Desta vez, quem assistiu à sessão foram as turmas da área da Formação Profissional, que não só puderam saber mais sobre as causas e os impactos do aquecimento global (como o aumento da temperatura média e do nível médio mar, ou um maior número de número de incêndios, tempestades e inundações, entre outros), mas até receber algumas dicas sobre como lidar com outro tipo de ameaça, a vespa asiática.

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APCC acolheu Conferência Final de projeto europeu que junta pessoas com doença mental, técnicos e forças de segurança

A APCC organizou ontem, na Quinta da Conraria, a Conferência Final do TRUST, o projeto europeu que juntou parceiros de Portugal, Roménia, Holanda e Espanha com o objetivo de implementar mudanças e novas direções na área da justiça, a fim de reduzir o encaminhamento das pessoas com doença mental para o sistema judicial, permitindo antes o seu direcionamento para tratamento e assistência adequados.

Este encontro serviu para apresentar os processos e resultados obtidos até ao momento e contou com intervenções de Carla Barbosa (CDB – Centro de Direito Biomédico da Universidade de Coimbra), Dora Redruello (APCC / CDB), Nina Sthal (Universidade de Maastricht) e Rui Coelho de Moura (Comando Distrital da PSP de Coimbra). Intervieram também Fernando Filipe de Oliveira, presidente da APCC, e André Dias Pereira, presidente do CDB.

O pro...

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Dia Nacional da Paralisia Cerebral: A paralisia cerebral não é uma doença. O preconceito, sim.

O Dia Nacional da Paralisia Cerebral assinala-se a 20 de outubro e a APCC tem uma mensagem sobre a qual quer pôr a sociedade a pensar: ‘A paralisia cerebral não é uma doença. O preconceito, sim’. É esta interpelação que, desde hoje, se encontra em vários pontos da cidade de Coimbra, numa campanha que – aproveitando a proximidade daquela data e do Dia Mundial da Paralisia Cerebral (6 de outubro) – pretende colocar em destaque conceitos tão importantes como a inclusão, a autodeterminação e a não discriminação.

A Madalena e a Leonor, duas jovens utentes da APCC, estão em destaque nos dois cartazes que integram esta ação (que conta com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra), cada um transmitindo uma ideia forte sobre a rejeição das várias formas do preconceito. Num deles, representa-se o ‘apontar a dedo’ com que tantas vezes são confrontadas as pessoas com deficiência. No outro, mostra-se como o preconceito e a paralisia cerebral não são peças do mesmo puzzle e que, por isso mesmo, nunca poderão encaixar.

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