APCC marca presença em curso de formação que junta seis organizações europeias

Pode o LARP (Live Action Role Play) ser usado para potenciar a inclusão de jovens com deficiência? É a esta pergunta central que 18 colaboradores e utentes de instituições de seis países europeus vão tentar responder ao longo dos dez dias do curso de formação internacional “Imagination Has No Barriers”, que arrancou ontem na Hungria.

A APCC está presente, tendo viajado para a cidade de Gánt a professora de teatro – e encenadora do grupo Sala T – Mariana Nunes e as utentes Paula Matos e Mariana Barbosa. Vão participar em diversas atividades que visam demonstrar como o LARP pode ajudar a desvendar e desenvolver capacidades, ao mesmo tempo que poderão dar largas às suas próprias aptidões criativas e interpessoais.

O LARP é uma categoria de jogos de ação e role-play onde é possível encarnar uma série de personagens e é objetivo deste curso de formação capacitar os participantes para planear e dinamizar sessões em que possam jogar pessoas com e sem deficiência. Desta forma, pretende-se alcançar uma melhor compreensão mútua e combater estereótipos e outras formas de exclusão.

Além da APCC, o curso “Imagination Has No Barriers” juntou participantes das organizações EgyüttHató Egyesület (Hungria), DiP-Diabet Preddiabet i Metaboliten Sindrom (Bulgária), Associazione Uniamoci Onlus (Itália), HEureka Generator (Polónia) e Asociatia Nevo Parudimus (Roménia). A organização foi da instituição húngara, com financiamento do Erasmus +.

É também no âmbito deste programa europeu que a APCC desenvolve projetos como o “Holding Hands With Other Abilities”, que trouxe já até à instituição cerca de quatro dezenas de voluntários entre os 17 e os 30 anos, o “REVADIS”, na área do reconhecimento de competência, ou o “ICT in Music Education”, na vertente da aplicação da tecnologia no ensino da música.