Milhares de abraços, música e um enorme apelo à igualdade no Dia Nacional da Paralisia Cerebral

Dia Nacional da Paralisia CerebralMilhares de alunos das escolas de Coimbra juntaram-se ontem às celebrações do Dia Nacional da Paralisia Cerebral, unindo-se num abraço que foi simbolicamente um alerta para a necessidade de respeitar as pessoas com paralisia cerebral como cidadãos de corpo inteiro, mas também em alguns casos, como o da EB1 da Quinta das Flores, um abraço literal a estas crianças, jovens e adultos.

Mas “Um Abraço a uma Pessoa com Paralisia Cerebral” foi apenas uma das muitas iniciativas promovidas pela APCC no âmbito das celebrações daquela data.

Um dos momentos mais altos foi a cerimónia de encerramento, com um fantástico concerto em que brilharam Rita Redshoes (que até estreou a sua primeira canção em português), o Combo de Jazz do Conservatório de Música de Coimbra, o Grupo de Fado Praxis Nova e a dupla Rita Joana e Márcio Reis (que interpretaram o tema com que, em 2005, deram a vitória à APCC no Festival Europeu da Canção para a Pessoa com Deficiência Mental).

Na ocasião, destaque para as palavras de Antonino Silvestre, presidente da APCC, que fez questão de vincar que «comemorar este dia é comemorar os 365 dias do ano, porque fazemos questão de considerar todos como dia da paralisia cerebral». Discursaram ainda a presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, Eulália Calado e o diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, Ramiro Miranda.

Do programa do Dia Nacional da Paralisia Cerebral constaram ainda uma arruada com os Semp’a Bombar (o grupo de bombos da APCC), um muito animado Fun Dance (um evento de dança de rua), e as apresentações de obras da nutricionista Maria Antónia Campos e de Rita Bulhosa, a ‘Rita do Sorriso’ da página de Facebook “Aos Olhos da Rita”.

O Dia Nacional da Paralisia Cerebral foi instituído pela Assembleia da República em 2014, tendo as primeiras comemorações sob este estatuto decorrido nesse mesmo ano, na cidade do Porto.

A responsabilidade de organizar as comemorações oficiais do Dia Nacional da Paralisia Cerebral foi este ano entregue à APCC, na precisa altura em que celebra o seu quadragésimo aniversário. É, por isso, também o reconhecimento do trabalho realizado até agora, numa história que começou pela reabilitação de crianças com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins e que tem vindo a desenvolver-se também nos campos da formação, da integração, da resposta às famílias e dos serviços à comunidade.

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